Materiais para a Salvação do Mundo 13
Palavras-chave:
Salvação do MundoSinopse
Neste volume, Daniel Rodrigues pensa a ideia de salvação como «um gesto de inscrição no tempo – na escala concreta do quotidiano», mostrando como a não-inscrição (José Gil) e a afasia (Georges Didi-Huberman), típicas da nossa contemporaneidade, podem ser lucidamente combatidas pelo discurso poético – de Gastão Cruz a Manuel Gusmão, e tantas outras vozes –; denunciando o mesmo contexto de um mundo tragicamente disperso e desatento, Joana Rêgo encontra na arte uma «salvação da sensibilidade», uma salvaguarda do olhar contemplativo, e a possibilidade de uma reinvenção pessoal do mundo, num ensaio que cruza o discurso verbal com uma retrospectiva da sua própria obra pictórica; e Ariana Sanches interroga Os Lusíadas como experiência plural de salvação (memorial enciclopédico da cultura quinhentista, instrução moral, intervenção política, num momento em que o mundo entra na sua «derradeira idade»), sem deixar de avaliar a ideologia – salvífica? colonial? capaz de uma relativização subtil? – da épica camoniana.
Capítulos
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Nota de abertura
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“Ainda o apanhamos!”
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A salvação do mundo através da arte: a pintura
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"Na sexta idade andava, enfermo e lento": Os Lusíadas e a salvação do mundo
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