Materiais para a Salvação do Mundo 12
Palavras-chave:
Salvação do Mundo, Pedro Penim, Ana Luísa Amaral, Adília Lopes, Isabel Galleymore, Elisabete Marques, masculinidades, queer, estética do «fofo»Sinopse
Neste volume, Ana Cunha analisa três peças de teatro escritas e encenadas por Pedro Penim – Pais e Filhos, Casa Portuguesa e A Farsa de Inês Pereira – pensando a crise e a reinvenção da família, modelos de masculinidade, diálogos intergeracionais, a militância política hoje, apelando à «construção de comunidades afetivas e solidárias» junto de um público que, em rigor, «ainda não existe»; resistindo às implicações de uma «lógica repressiva» subjacente à palavra salvação, Mafalda Pereira encontra na poesia de Ana Luísa Amaral uma defesa do queer como exploração da diversidade e gesto de resistência, libertação de uma lógica identitária e experiência nos limites da linguagem, desafio do (in)dizível; por fim, Rita Costa interroga a categoria estética do «fofo» (o cute segundo Sianne Ngai), hipervalorizada no universo capitalista contemporâneo, e encontra na poesia de Isabel Galleymore, Elisabete Marques e Adília Lopes uma denúncia da hierarquia que leva o ser humano a salvar pandas, gatos, cãezinhos, mas não rinocerontes, sapos, baratas.
Capítulos
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Nota de abertura
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A ausência de comunidade salvífica no teatro de Pedro Penim
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Para uma salvação: o queer em Ana Luísa Amaral
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A ditadura do fofo: uma (insuficiente) salvação do mundo
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